A Saga
A Saga de um Novo Usuário Ubuntu/Linux
7º Capitulo – E-Mail da maneira mais fácil…
26/05/10
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Como disse no Capitulo anterior eu precisava configurar meus e-mails, uma tarefa difícil! Pois tenho cinco contas de e-mail, da quais três precisam de cuidados especiais.
Como eu já havia visto, o Linux vem com um programa padrão de e-mail, o Evolution, fui testar.
Só que até essa data eu tinha um grande problema. Eu tinha um Nokia N85 e nele configurado as 3 contas mais importantes de e-mail, para que eu resolvesse todos os problemas de onde eu estivesse. Mas a Nokia só notifica novos e-mails para UMA caixa de entrada! Isso mesmo! Uma só!!! Minha solução foi a seguinte:
Das cinco contas, três são do GMail e as outras duas de um smtp próprio. Pelo GMail abri minha conta pessoal e mandei o próprio GMail baixar todas as minhas outras contas para a mesma caixa. Dessa maneira meu NOKIA me notificaria sobre todas as minhas contas de e-mail, ao invés de uma só. Mas tive um grande problema: Ficou uma zona!!! Então apliquei filtros de tudo quanto é jeito, forma e cor e resolvi, e o melhor! Até gostei!
Mas se seu Nokia te notificava todas as contas de e-mail com apenas uma configurada, por qual motivo você configurou as três nele? Pois com as três configuradas eu consigo responder pela conta certa a todos os e-mails importantes. E com esse pensamento entrei no Evolution.
Quando abrir ele a primeira coisa que fiz foi configurar minha conta pessoal, a mais importante, pois ela recebe todos os meus e-mails. (Não preciso colocar aqui como se configura pois é muito fácil e rápido, qualquer um consegue).
Quando fui configurar a segunda achei uma opção muito bacana! No Evolution você pode configurar contas apenas para ENVIAR e-mails. E era o que eu precisava! Cinco contas configuradas, cinco enviando e apenas uma recebendo.
Estava feliz da vida até notar que o Evolution não fica em segundo plano! De maneira nenhuma! Ou você deixa ele aberto para receber os e-mails ou você não recebe eles. Fiquei um pouco chateado com isso, mas não me desesperei.
Fui no “Gerenciador de Pacotes” e digitei na pesquisa: “GMail”. Pronto! A solução estava ali! Bem na minha frente! Instalei o “gnome-gmail-notifier” e comecei a ser notificado da melhor maneira possível, podendo configurar o tempo de checagem e tudo mais.
Nesse meio tempo de configuração de máquina aqui e ali eu comprei um iPhone, que até o momento deu de 10 a 0 no Nokia. Mas lógico, como não podia deixar de ser, encontrei problemas para colocar o iTunes para funcionar.
E tinha uma coisa que eu estava sentindo falta, muito falta… O Steam… Eu queria ele em minha máquina…
6º Capitulo – E o Adobe Air no Linux, rolá?!
11/05/10
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Esse novo programa que eu achei se chama Inkscape, ele é muito completo! E existe versão dele para Windows, MAC e meu querido Linux! O programa é fantástico! Faz tudo que o GIMP faz e algumas coisas a mais! Sim, ele é mais completo e tão leve quanto o GIMP! Olha o que ele pode fazer:
Acho que você não precisa mais de PhotoShop né? Pode esquecer ele não?! Tanto o GIMP quanto o Inkscape são gratuitos.
Com vários de meu problemas solucionados resolvi instalar o TweetDeck, já que no site deles tem um aviso que roda em Linux, eu quero ele, estou acostumado! Esse Twitter nativo infelizmente está me deixando louco, me perco fácil, fácil.
Entrei no site deles para instalar, mas precisava do Adobe Air instalado, pensei: - Fodeu! Isso não vai instalar aqui!. Pensei errado, pois na hora que entrei no site da Adobe e cliquei “Get ADOBE AIR” vi que existe versão pra Linux, baixei.
Recebi o arquivo .bin e não sabia o que fazer com essa merda! O que eu faço com isso? Entrei no Gerenciador de Pacotes, tentei importar ele, tentei abrir com outros programa e não consegui sucesso! Como sempre, abri meu GTalk, ninguém online! (Será que o pessoal está se escondendo de mim?), fui pro Google.
No Google digitei: “Instalar .bin Linux” e rodei igual uma vaca veia até achar! Achei! Mas antes de fazer o processo abaixo, mova o arquivo da pasta “Download” para sua “Pasta Pessoal” agora sim, siga os passos:
Abra o Terminal e digite:
su SEU-USER (su é para logar como adm e onde está SEU-USER é pra você colocar o seu nome de usuário no lugar, ok?).
Ele vai pedir a Senha: ***** (Digite sua Senha, Lógico!!!).
sudo chmod 777 AdobeAIRInstaller.bin (Aqui você está como adm dando permissão para um arquivo, 777 é permissão completa, depois explico melhor isso).
./nomedoarquivo.bin (Aqui você está mandando o arquivo instalar).
Fácil? Nem tanto! Acho que é por esse motivo que o Linux ainda não dominou o mercado, por pequenos detalhes. Eu entendo bastante de computador e recebo ajuda de amigos, mesmo assim encontro dificuldades, imagina um usuário comum! É difícil fazer isso! Ele desiste e joga o micro na parede.
Baixe o TweetDeck instale, só reinicie a máquina antes de instalar ok?
[download id="22"]
Passou o nervoso do .bin, agora preciso configurar meus e-mails…
5º Capitulo – PhotoShop no Linux?! Fácil, fácil…
10/05/10
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A minha maior preocupação chegou, preciso do PhotoShop, preciso editar uma maldita imagem! E preciso dele agora!
Fui no Google e digitei “PhotoShop Linux” em primeiro lugar na lista está um tutorial de como instalar o próprio PhotoShop via Wine, mas não era isso que eu queria, tinha ouvido falar de um outro programa que é tão excelente quanto, precisava lembrar o nome. Foi ai que me veio um estalo! E eu lembrei! O nome do programa é GIMP!!! Fiquei feliz pra caramba e antes de mais nada fui no “Gerenciador de Pacotes” (Sistema, Administração) e mandei procurar por Gimp, como eu já esperava ele estava lá! Marquei e mandei aplicar!
De maneira rápida o programa já estava instalado! Ao iniciar o programa vi que todas as principais ferramentas encontradas no PhotoShop estavam lá, na minha frente! Foi um alivio! Fui usando o programa e com o tempo fui encontrando outras opções! Todas que eu uso, todas que eu conheço! Editei a imagem sem problemas, e mandei salvar.
Peguei a imagem e fui fazer uma postagem aqui na TecnoLoide, como eu também precisava do Adobe Flash para funcionar tudo certinho fui instalar ele. Como eu já estava todo malandro no sistema, achando que eu entendia tudo fui no “Gerenciador de Pacotes” digitei Flash e LÓGICO ele estava ali, me esperando, cliquei em marcar e mandei aplicar, terminou de forma extremamente rápida, abri novamente o navegador, entrei no YouTube para testar e sim, estava funcionando! Masssssssssss eu não tinha controle para pausar, voltar e muito menos o volume do vídeo. Fiquei um pouco preocupado, desinstalei e instalei de novo e nada, reiniciei a máquina e nada! Pensei: - Falta de cerveja né? Bora pegar uma latinha né?
Voltei pra frente do computador com uma Brahma gelada e uma porção de queijo Provolone cortado em cubos no azeite com orégano em cima, agora devo conseguir! Botei um Faith No More pra tocar e fui pra luta. Olhei meu GTalk ninguém on, vamos pro Google, procurei como instalar Adobe Flash no Linux e todos diziam pra fazer da maneira que eu fiz. Masss algo está errado! Foi quando eu lembrei! Estou em casa!!! Meu sistema é x64!!! Deve ser isso! Vamos procurar por Flash no Linux x64, qual a primeira página que foi mostrada? A da Adobe (Fabricante do Flash) com a solução para meus problemas! E agora a solução para os seus!
Primeiro, desinstale o flash que você instalou.
Agora baixe esse aplicativo:
[download id="21"]
Você vai ter um arquivo “.tar.gz”, ele está compactado lembra? Clique duas vezes para abrir o arquivo e descompacte o mesmo (Se não conseguir assim faça via terminal, já expliquei aqui como se faz).
Agora o que eu faço com um arquivo “.so”? Esse arquivo é um plugin para o FireFox você vai precisar instalar ele no navegador. Recorte esse arquivo e cole na sua “Pasta Pessoal” (Locais, Pasta Pessoal).
Feche o navegador e abra o Terminal e digite:
libflashplayer.so /usr/lib/firefox/plugins (Com esse comando você está movendo o arquivo de sua pasta principal para a pasta Plugins do FireFox)
Pronto, pode iniciar o navegador e ser feliz! Só lembrando, isso é para sistema x64, para x86 não precisa fazer tudo isso. Outra coisa, se não tem permissão para copiar, lembre-se do “SUDO”, lembra dele?
Se quiser ter certeza que instalou digite na barra de endereço do FireFox: about:plugins.
Fui fechar todas as abas do navegar e o que eu encontro? A primeira página de pesquisa aberta, quando eu estava procurando o PhotoShop, lembra? Adivinha! Achei mais um programa…
4º Capitulo – Sun VirtualBox salvou o Bradesco…
08/05/10
Leia os primeiros capítulos clicando aqui
Partimos para outra solução, já que o IEs4Linux não é compatível com a ultima versão do Wine. Decidimos rodar o Windows XP inteiro dentro do Linux.
Começamos a instalar o Sun VirtualBox. Lembra quando adicionamos um “Canal” no “Repositório”? (Foi no 3º Capitulo). Faremos a mesma coisa agora.
Vá em Sistema, Administração, Canais de software. Clique na aba “Outro Software”, clique em “Adicionar”, coloque esse endereço: deb http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian karmic non-free (lembre-se esse endereço é para Ubuntu 10.04). Clique em “Adicionar Canal”. Clique na aba “Autenticação” e, clique em “Importar Arquivo Chave”. Importe esse arquivo esse arquivo. Pronto!
Agora para instalar o VirtualBox é fácil. Abra o Terminal (Aplicativos, Acessórios) e, siga os códigos abaixo:
sudo apt-get update (Com o sudo você passa a ser um Super Usuário. Como se fosse um ADMIN).
sudo apt-get install virtualbox-3.1 (Você mandou instalar o VirtualBox).
Como era aniversário da minha mãe e o Gule precisava sair não conseguimos terminar. Desliguei o micro e não consegui acessar o Bradesco. (Quase quatro capítulos contando apenas um dia!)
No outro dia eu queria continuar a instalação e terminar, mas o Gule não podia me ajuda pois estava trabalhando. Tentei fazer o resto do processo sozinho, mas não consegui. Quando estava para desistir o Paulo Linux entrou no GTalk, seria minha salvação?! A minha não! Salvação do Bradesco!!!
Pedi ajuda; ele falou que me ajudava e me perguntou onde eu tinha parado, falei que já estava com o VirtualBox instalado, mas não conseguia instalar o Windows XP. Então ele começou a me dar os toques e é isso que eu vou ensinar a todos.
Inicie o Sun VirtualBox (Aplicativos, Sistema). Clique em “Novo” e em seguida “Próximo”. Nessa tela ele vai pedir um nome, coloque o nome do seu sistema, exemplo “Windows XP”. Abaixo selecione:
Sistema Operacional = Microsoft Windows
Versão = Windows XP (Selecione a versão que você tem em mãos para instalação, ok?)
Clique em “Próximo”. A próxima janela vai mostrar “Memória Principal“. Selecione “256MB” que funcional legal, clique em próximo.
Agora vem a parte que eu fiquei com duvida. “Disco Rígido Virtual”, nessa parte você vai separar uma parte do disco para instalar o sistema, como você não tem um pronto, selecione “Disco Rígido de Boot (Primário Master)” e “Criar novo Disco Rígido”, clique em próximo. Outra janela vai ser mostrada, clique em próximo e selecione a opção “Armazenamento dinamicamente expansível”, novamente em próximo. Nesse outra tela a opção “Localização” já vai estar preenchida, é só deixar com está, selecione 10GB no disco para ser usado, mas não se preocupe pois ele não vai usar tudo, ok? Clique em próximo e em seguida Finalizar. Pronto. Você criou um disco rígido virtual. É só fechar todas as janelas.
Agora você vai ver o disco criado na tela do Sun VirtualBox, selecione ela e clique em “Iniciar”. Mas lembre-se de colocar o CD de Instalação do Windows XP x32 no leitor, ok?. A instalação vai começar, faça a instalação do Windows de forma normal. Quando terminar você vai ter o sistema virtualizado no seu Linux.
O Paulo e o Gule salvaram o Bradesco. Devo muita cerveja aos dois…
Tive um problema para que essa máquina Virtualizada enxergasse um PenDrive e sofri para achar a solução, pois meus professores não estavam disponíveis (hahaha). Corri atrás até achar, e com isso comecei a participar de um Grupo no Google que eu recomendo (clique aqui para conhecer). E também deixo aqui a solução:
Primeiro conecte o pendrive no computador, agora abra o Sun VirtualBox com o Windows desligado, selecione o sistema e clique em “Configurações”, agora vá a opção “USB” do lado esquerdo, a lista vai estar vazia, clique na segunda opção do lado direto chamada “Adicionar Filtro a Partir de Dispositivo”. Mas ainda não inicie o Windows! Clique em OK e saia do Sun VirtualBox. Abra o Terminal (não vou mais falar o caminho!) e adicione um comando no FSTAB:
gksudo gedit /etc/fstab (Aqui você está pedindo para editar um arquivo como adm, está mostrando o programa que vai editar o arquivo e o caminho do mesmo). Vai abri o Gedit (Tipo o Notepad do Linux).
No final do arquivo adicione a seguinte linha:
#usbfs
none /proc/bus/usb usbfs devgid=46,devmode=664 0 0 (Não tenho ideia o que isso faz, mas eu acho que ele coloca o drive USB no Sun VirtualBox).
Agora salve o arquivo e reinicie todo o sistema. Quando ele voltar vai estar pronto para rodar pendrive no sistema virtual.
Estou feliz? Lógico! O Windows rodando de forma Virtual no Linux é melhor que o Windows instalado direto na máquina!!!
Terminei o necessário, agora preciso do PhotoShop…
3º Capitulo – O IEs4Linux salva o Bradesco! Ou não…
07/05/10
Leia os últimos capítulos clicando aqui.
Quando terminei de colocar as fotos nos mensageiros, o Gule me chamou no GTalk. (Seria minha salvação?! Acho que foi a salvação do Bradesco?)
Perguntei se existia alguma maneira de instalar o Internet Explorer no Ubuntu (OBS.: Expliquei o motivo; se não explico corro o risco de morrer! hahahaha). Ele falou que existia e começamos o processo.
O que precisava ser feito?
Primeiro: Instalar o Wine – Wine é um programa que permite a instalação de programas desenvolvidos para Windows. Mas nunca instale muita coisa do Windows no Linux, todos ou quase todos os programas você encontra pra Linux! Pra vocês terem uma ideia, hoje meu Wine não tem nada do Windows instalado!
Segundo: Instalar o IEs4Linux – IEs4Linux é uma projeto criado para rodar o Internet Explorer dentro do Linux.
Mas infelizmente o IEs4Linux não é compatível com a ultima versão do Wine, com isso, não funcionou.
O que eu achei mais bacana é que o Gule foi me explicando os códigos que eu usava no Terminal (Terminal, mais conhecido como “shell” ou “console”, é onde pode se digitar os comandos via teclado, ao invés de executá-los via mouse. O MS-DOS é uma cópia enxuta da “shell” original do UNIX), e eu fui entendo o motivo pelo qual usava tal comando aqui e ali. Muito bacana da parte dele fazer isso e, por sinal, devo muitas cervejas a ele.
Eu vou tentar explicar os códigos quando eu usar algum aqui.
Outra coisa bacana: para instalar o Wine você não precisa usar o Terminal, você pode ir em Sistema, Administração, Gerenciador de pacotes Synaptic e, na busca digite “Wine”. Clique com o botão direito em cima e selecione “Marcar para instalação”. Você vai ver que um botão chamado “Aplicar” ficará verde, e ai é só aplicar.
Se você digitou Wine na pesquisa e não mostrou nada, não fique desesperado! Clique em Configurações, Repositório e, dentro dessa nova janela, clique na aba “Outros Software” e clique em “Adicionar”. Coloque esse endereço na caixa: ppa:ubuntu-wine/ppa (Esse endereço é para Ubuntu 10.04), clique em “Adicionar Canal”, vá na aba “Autenticação” e clique em “Importar Arquivo Chave” e importe esse arquivo. Pronto! Clicando em fechar, você vai voltar pra tela anterior, e clique em “Recarregar” e procure pelo Wine de novo. Agora você vai ter o programa.
Se você não acreditou em mim e quiser instalar o IEs4Linux para testar, siga os passos: (Lembre-se, você precisa do Wine já instalado, ok?)
Abra o Terminal (Aplicativos, Acessórios, Terminal) e digite os seguintes códigos:
wget http://www.tatanka.com.br/ies4linux/downloads/ies4linux-latest.tar.gz (wget é um comando para baixar/pegar arquivos da internet).
tar zxvf ies4linux-latest.tar.gz (Você viu que o arquivo está em .tar.gz? Então, esse tar no inicio do código é para a descompactação do arquivo).
cd ies4linux-* (cd é igual no Windows, você entra na pasta).
./ies4linux (Esse eu não sei explicar muito bem não, mas é tipo um setup sabe? Vai começar a instalar). (O Gule me explicou o código. “./” significa: execute esse programa)
NOTA.: O MS-DOS é uma versão ultra-reduzida da shell do UNIX, assim como o Linux também possui uma shell reduzida em relação ao UNIX. A enorme diferença é que no MS-DOS, o “command.com” era o interpretador de comandos do sistema! Hoje em dia, o interpretador de comandos do Windows, chama-se “cmd.exe”. Na shell do UNIX/Linux, cada programa possui seu interpretador específico, e o tipo de arquivo é que define se ele é executável ou não, e não a extensão “exe” ou “com” ou até “bat” como é na bosta do Windows/DOS.
Começamos a fazer outro processo e agora vamos rodar o Windows de forma Virtual dentro do Linux (tudo culpa do Bradesco).
No próximo capitulo explico como se faz isso.










